VBL pede plano de fiscalização para não parar atividades em ITZ

RHAYSA NOVAKOSKI

Imirante.com

16/04/2015 09:11:06

IMPERATRIZ – A empresa que detém cerca de 70% da frota do transporte coletivo de Imperatriz, Viação Branca do Leste (VBL), diz que a condição para não paralisar as atividades é que a prefeitura apresente um plano de fiscalização do transporte clandestino na cidade, na reunião com a diretoria que deve acontecer amanhã (17).

De acordo com o representante jurídico da prestadora de serviço, advogado Juarez Rodrigues Tarão, a diretoria decidiu paralisar por conta da falha de fiscalização de veículos clandestinos e que a ação não configura quebra de contrato.

“Não vai haver quebra de contrato. O que a empresa precisa é que haja fiscalização por parte do poder público com relação aos veículos que estão transportando passageiros de forma ilegal, sem segurança, sem fiscalização. Não estamos descartando a possibilidade de fiscalizar veículos da empresa, mas sem essa fiscalização a arrecadação da empresa cai, e portanto, cai os investimentos, não havendo melhoria”, afirma.

O advogado fala em queda de investimentos por conta do desvio de demanda que o uso de transportes clandestinos causa, segundo ele. A empresa atende, hoje, a cerca de 7 mil usuários diariamente. De acordo com as contas de Juarez, os veículos alternativos fazem a locomoção de 8 mil pessoas, mais que o dobro que a empresa.

Segundo o advogado, esse é um dos fatores da pouca arrecadação da empresa, que deve, somente em direitos trabalhistas, cerca de R$ 1,2 milhões.

A paralisação foi anunciada pela empresa nesta quarta-feira (15) e deve englobar toda a linha municipal, circulando, apenas, os ônibus da rota intermunicipal. A decisão foi em resposta da fiscalização, definida como “abrupta” pelo advogado da empresa.

O procurador do município Gilson Ramalho informou que a prefeitura está estudando uma forma de apresentar os dados de fiscalização, que, segundo ele, já acontecem em Imperatriz e evitar a paralisação. Se, mesmo assim, a VBL decidir parar, o procurador afirma que serão aplicadas multas diárias rigorosas, podendo até ser quebrado o contrato com a empresa.



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