Friburgo, capital da lingerie, abre filial em Campinas para fugir da crise

Centro reúne 100 fornecedores que foram vítimas da chuva em 2011.Cerca de 24 mil peças chegam todos os dias da serra fluminense na cidade.

G1

09/06/2016 08:01:14
Central de distribuição de lingerie de Nova Friburgo em Campinas (Foto: Divulgação/G. Gonçalves )

A chuva que devastou Nova Frigurgo em 2011 deixou também um trauma na economia local. Assustados, 100 fabricantes da cidade, conhecida como a "capital da lingerie", viram nas facilidades logísticas e no relevo de Campinas (SP) uma alternativa mais segura. Juntos, eles montaram uma central de distribuição no interior paulista para que pudessem recomeçar sem o medo de, mais uma vez, terem seus negócios paralisados por causa da chuva ou deslizamentos de terra.

Hoje, diariamente, chegam de Nova Fiburgo à central em Campinas cerca de 24 mil peças. E o sucesso dos negócios também pode ser medido pelo número de revendedoras cadastradas: 10 mil. Os compradores chegam de estados como Pará, Mato Grosso e Bahia, mas a maioria deles vem mesmo da capital paulista.

O melhor de Campinas é a logística da cidade"
Agnelo D’La Belle, vice-presidente da Associação Comercial de Nova Friburgo

O coordenador da Central de Distribuição dos fabricantes de Nova Friburgo em Campinas e vice-presidente da Associação Comercial de Nova Friburgo, Agnelo D’La Belle, conta que o fato de os fabricantes estarem instalados em um galpão, de aproximadamente 600m², na Avenida das Amoreiras, próximo à rodoviária da cidade, é um grande diferencial. Angelo diz estar satisfeito com os resultados.

"O melhor de Campinas é a logística da cidade. Estamos na Avenida das Amoreiras, próximos à rodoviária, com muita facilidade para o pessoal vir da capital e também pelo Aeroporto de Viracopos", explica De La Belle.

Clientes escolhem produtos na loja (Foto: Divulgação/G. Gonçalves)

Lucro de até 300%
E o mercado de lingerie em Campinas (SP) tem atraído revendedoras que tentam fugir da crise de ollho na possibilidade de lucro de até 300%. Uma delas é a garçonete Erika Costa, de 27 anos, que contou ao G1 faturar R$ 500 mensalmente só com o bico que faz vendendo calcinhas e sutiens.

“Eu já tinha interesse em vender lingerie, pensando em ganhar um dinheiro extra. Perguntei para o pessoal do meu trabalho se eles comprariam as lingeries. Como tiveram interesse, fui conhecer a central e fiz uma compra. Eu deixei que o pessoal fizesse os pedidos, de peças e tamanhos, ai comprei conforme meu público. Vendo no meu trabalho, para vizinhos e parentes e lucro R$ 500", conta a garçonete.

A estratégia escolhida pela garçonete é uma das preferidas pelas revendedoras, conta De la Belle. 

"Ela teve uma boa estratégia, consultou possíveis clientes antes de fazer a primeira compra e assim não comprometeu tanto o investimento inicial", explica.

Hoje, Erika é uma das revendedoras participantes do programa fidelidade da central. Quem compra R$ 300 todos os meses, faz a 13ª compra de de graça. "Eu vou todo o mês, compensa muito. Faço pacotes de presentes para clientes, faço encomendas, vendo modelos mais especiais e até modelos fitness", explica a revendedora.

Fizemos um anúncio buscando gente para ganhar um extra, então meninas em Minas Gerais começaram a vender para nós"
Anderson Chiu, revendedor

Equipe de venda
Os irmãos Anderson e Adriana Chiu são de São Paulo e decidiram encarar a estrada para comprar as roupas íntimas em Campinas e revender na capital.

"Compramos na cidade devido ao preço e qualidade, porque as peças são ótimas, onde da pra se trabalhar e tem um lucro de mais de 100%", conta Adriana.

O sucesso nos negócios fez com que os dois, que trabalham com o ramo de beleza e acessórios, tenham agora suas próprias revendedoras. "Fizemos um anúncio buscando gente para ganhar um extra, então meninas em Minas Gerais começaram a vender para nós. Assim eu ganho, elas ganham e tudo certo", explica o revendedor. 

Os irmãos revendedores fazem cerca de R$ 4 mil compras em Campinas a cada dois meses. "Começamos com R$1,5 mil em compra e depois fomos aumentando. Além das meninas, vendemos também por redes sociais e para amigos e parentes. Isso dá um ótimo retorno e um aumento na renda, ou seja, vale a pena", afirma Adriana.

Anderson e Adriana também decidiram investir na revenda de lingerie (Foto: Divulgação/G. Gonçalves)

 



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