PF cumpre mandados de prisão contra médicos na 2ª fase da operação Marcapasso

Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão, dois em Araguaína, um em Palmas e outro em Belém (PA). Operação investiga esquema de corrupção em licitações.

g1

05/12/2017 12:25:28

A Polícia Federal realiza nesta terça-feira (5) a segunda fase da operação Marcapasso, que investiga um esquema de corrupção de fraude em licitações na compra de órteses, próteses e materiais especiais. Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão, sendo dois em Araguaína, um em Palmas e outro em Belém (PA).

Segundo a PF, a segunda fase da operação foca no núcleo criminoso que atua na cidade de Araguaína. Cerca de 70 policiais federais cumprem 17 mandados judiciais expedidos pela 4ª Vara Criminal Federal de Palmas, sendo quatro mandados de prisão temporária, quatro de condução coercitiva, quando a pessoa é levada até a sede da PF para depor, além de duas medidas cautelares diversas de prisão e sete mandados de busca e apreensão.

Foram presos em Araguaína o diretor técnico e responsável pelas compras do hospital Dom Orione, Arnaldo Alves Nunes e o superintendente executivo do mesmo hospital, Osvair Murilo da Cunha. Em Palmas há um mandado de prisão contra o médico cardiologista Juan Fernando Terrones Cáceres e em Belém (PA), contra EB Miranda Ara, gerente de uma empresa que fornece produtos para o estado do Tocantins.

A assessoria do Hospital Dom Orione informou que vai se manifestar assim que tiver um posicionamento. O G1 busca o contato com a defesa dos outros investigados.

 

Entenda

 

primeira fase da operação Marcapasso foi deflagrada no dia 7 do mês passado para investigar um esquema de corrupção que fraudava licitações no Tocantins. Segundo a polícia, o objetivo era a aquisição de órtese, prótese e materiais especiais de alto custo para o sistema de saúde. A operação foi realizada em nove estados e no Distrito Federal.

A Justiça Federal determinou o bloqueio de mais de R$ 7,2 milhões em bens dos suspeitos. Esta é a soma do dinheiro que eles teriam recebido indevidamente, sendo que R$ 4,5 milhões se referem às propinas supostamente recebidas por médicos.



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